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Enapetro é encerrado e estratégias de lutas serão elaboradas

13/02/2017

Numa bela manhã de domingo, sob o sol de 33°, cerca de 100 petroleiros estiveram presentes no 1º Encontro Nacional dos Petroleiros ? Enapetro, realizado na sede do Sindipetro-LP, no dia 12 de fevereiro

Por Vanessa Ramos, jornalista da FNP

Eram 10 horas da manhã e as pessoas não paravam de chegar. Na mesa de abertura, Rafael Prado (Sindipetro-SJC), Eduardo Henrique (Sindipetro-RJ), Agnelson Camilo (Sindipetro PA/AM/MA/AP), José Alberto Azevedo (Sindipetro-SJC) e José Luciano (Sindipetro-AL/SE) falaram sobre a venda de ativos e as tentativas de retirar direito dos trabalhadores e fizeram as honras da casa.

Uma euforia tomava conta do teatro, à espera da primeira mesa de debates: Exposição sobre a Reforma Previdenciária.

Daniel Romero, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Socioeconômicos - IBEPS, fez os participantes pensarem em como o Brasil pode ter chegado, em tão pouco tempo e com tamanha facilidade, ao limiar da destruição da maior ferramenta de distribuição de renda do país, a Previdência Social.

Mas, ao mesmo tempo, Romero demostrou que não é preciso forçar muito o raciocínio para entender que a iniciativa faz parte do plano maléfico para acabar com a CLT no Brasil.

Segundo ele, com a reforma da Previdência, ?para o sujeito ter direito a aposentadoria integral, vai ter que começar a trabalhar aos 16 anos de idade.? Na prática, ?é como se o governo estivesse penalizando a população por estar envelhecendo. E pior, se a reforma for concretizada, vamos ter um país ainda mais desigual?, completou.

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Em seguida, o debate concentrou-se em torno da Petros. Agnelson Camilo ? Sindipetro-PA/AM/MA/AP, Fernando Siqueira ? AEPET e Silvio Senedino, conselheiro da Petros compuseram a mesa.

Como um grande livro aberto, os três palestrantes, sem esgotar o assunto, foram desfolhando as complexidades que envolvem o tema. Veja o vídeo com Senedino.

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Mas, o tema sobre venda de ativos da Petrobrás assolava os participantes. Christian Alejandro Queipo, engenheiro de Processamento Pleno da Petrobrás e vice-diretor Administrativo da Aepet,  falou sobre a importância das fontes de energia não renováveis e afirmou que o imperialismo está por trás da apropriação do valor excedente do petróleo,  em busca da privatização da Petrobrás.

?As sociedades usam a inteligência (e a violência) a fim de obter acesso as fontes de energia... em detrimento de outras sociedades e de todas as espécies que competem conosco por recursos?, explicou.

Posteriormente, Fernando Siqueira, vice-presidente da Aepet, um dos maiores especialistas em petróleo, discorreu sobre a importância do pré-sal para o país. Na opinião dele, a Petrobrás é a maior empresa brasileira e o pré-sal é a maior riqueza que Brasil já teve em toda a sua história. Portanto, a estatal tem uma função estratégica importantíssima que é desenvolver tecnologia, além de gerar empregos e tecnologias para as empresas nacionais. ?As outras empresas trazem de fora o trabalho, o projeto e os equipamentos. Por isso, se uma multinacional explorar o nosso petróleo, o Brasil vai perder muito?, explicou.

Em mais de 30 minutos depois, a advogada do Sindipetro-AL/SE, Dra. Raquel Sousa, traçou os passos inconstitucionais da direção da empresa para entregar a Petrobrás aos estrangeiros. Ela também apresentou avaliações dos impactos das vendas dos ativos na sociedade brasileira.

Em retrospecto, a advogada falou sobre as liminares, uma iniciativa da FNP, que têm barrado a venda de ativos. Neste momento, deu para perceber uma combinação de orgulho e admiração estampado nos rostos dos presentes.

Minutos depois, petroleiros expuseram propostas para os administradores da mesa de debates, que se mostraram interessados em discutir as sugestões. Para tal, nesta segunda-feira (13), a diretoria da FNP vai estar reunida na sede do sindipetro-LP para avaliar as propostas e traçar novos passos.

Os petroleiros reconhecem que a luta para barrar a privatização da empresa não é simples. E não há nada de simples no que está para acontecer. Mas, precisam combater o homem que provoca o advento desse futuro, pois não há vitória nítida sem luta.

Para o discurso de encerramento, Adaedson Costa, dirigente do Sindipetro-LP e da FNP, foi chamado. Ele agradeceu a presença dos presentes e instou os petroleiros a continuarem na luta em defesa da Petrobrás, sob o grito de ordem: "FNP em ação!"

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Momento depois, todos seguiram para o salão principal do prédio e participaram de uma confraternização.

Também estiveram presentes no Enapetro representantes de cinco oposições: Bahia, Ceará, Espírito Santo, Norte Fluminense e Rio Grande do Sul.

 

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