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Clima de terror na Refinaria Henrique Lage

16/02/2017

Trabalhadores terceirizados são vítimas de demissões sumárias; auditoria gerencial espalha repressão pela refinaria e não contribui para a construção de uma efetiva cultura de segurança

O sindicato recebeu a denúncia de que 4 trabalhadores da NM foram demitidos sumariamente após uma auditoria gerencial. Outros 6 trabalhadores teriam levado suspensão e toda força de trabalho teria sido vítima de ameaças por parte dos prepostos e gerentes envolvidos.

Enquanto sucateiam a manutenção da refinaria e aliviam a barra de gerentes incompetentes, a gestão da REVAP aprofunda a Nova Política de Tratamento de Conduta em SMS, que nada mais é que instrumentalizar as apurações para colocar a culpa dos acidentes no trabalhador.

O Sindipetro-SJC está à disposição dos trabalhadores do SINTRICOM (sindicato que representa os trabalhadores envolvidos) para que possam articular juntos a luta de resistência dos petroleiros próprios e terceirizados contra essa política de terror que o novo gerente geral está tentando implantar na refinaria, e que Pedro Parente está tentando aplicar em toda a Petrobrás.

Os acidentes e incidentes que estão ocorrendo na REVAP vão muito além da dimensão comportamental. A privatização da Petrobrás e a precarização das relações de trabalho, o sucateamento dos equipamentos, o baixo efetivo da manutenção, além da falta de uma efetiva cultura de segurança entre os próprios gerentes de SMS, são fatores que contribuem muito mais para nossa atual situação.

É recente a briga dos trabalhadores de base para reverter a liberação de trabalhos com PTT em até 3 horas. A briga dos técnicos de segurança com a gerência foi grande. O que importava para a gerência, era cumprir o padrão, mesmo com os trabalhadores envolvidos alertando para o risco iminente de acidentes na área.

Vale lembrar que a refinaria ?tripou? duas vezes em pouco mais de um mês e que a causa foi a falta de manutenção de adequada nos turbo geradores, o que deixou os trabalhadores refém do fornecimento de energia elétrica da concessionária. Para citar alguns exemplos, o turbo expansor fornece muito menos do que sua capacidade, devido a um problema na válvula que o interliga com as unidades.

A Turbina a gás, depois de funcionar por muito tempo sem a manutenção adequada e longe das condições adequadas apontadas pelo fabricante, segue fora de operação, e demorará para ficar à disposição. Ainda na área do turbo expansor, os trabalhadores precisam utilizar Conjunto Autônomo, devido a um elevado vazamento de CO.

Vale lembrar também a ocorrência com o compressor 27268 A, que aconteceu ano passado, em que o gerente de manutenção liberou o equipamento para operar com alta vibração e, menos de 12 horas depois, houve um vazamento de H2S. O compressor 27268 B já estava fora de operação e parar o equipamento significaria parar a unidade. Ou seja, a vida vale menos para a gerência da refinaria. Como ocorreu de madrugada, haviam poucas pessoas na área, o que (provavelmente) impediu que estivéssemos tendo de descrever agora um acidente classe 5.

Para o Sindipetro-SJC, a ?Nova Política de Tratamento de Conduta em SMS? veio para ser instrumentalizada e viabilizar punições. Seu objetivo não é construir uma verdadeira cultura de segurança. ?Portanto, pedimos para que os companheiros e companheiras não façam nenhuma concessão para seus prepostos, que sigam o procedimento à risca e que liberem apenas as PT´s que possam acompanhar. Que tenhamos certeza disso: a hora de lutar é agora!?, disse Rafael Prado, dirigente do SIndipetro-SJC e FNP.

Fonte: Sindipetro-SJC

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