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Após mobilizações e ação judicial, café da manhã volta a ser servido no TEBAR

A reimplantação do desjejum começou na segunda-feira (7), após decisão, em primeira instância, que derrubou o Mandado de Segurança do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que havia suspendido a liminar conseguida pelo sindicato

10/08/2017
Após mobilizações e ação judicial, café da manhã volta a ser servido no TEBAR

Após três meses da retirada do café da manhã dos trabalhadores do administrativo do Terminal Almirante Barroso (Tebar), nesta semana a refeição voltou a ser servida na unidade para toda força de trabalho. A reimplantação do desjejum começou na segunda-feira (7), após decisão, em primeira instância, que derrubou o Mandado de Segurança do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que havia suspendido a liminar conseguida pelo sindicato. Na sentença o Juiz determinou que a empresa pague R$15,00 por dia, corrigidos, para cada empregado, referente ao período em que não houve desjejum.

A suspensão do desjejum foi implantada em 1° de abril. A partir de então os petroleiros passaram a promover uma série de atrasos no terminal. Durante esses protestos o sindicato oferecia para os trabalhadores um café da manhã completo. No mesmo período, o jurídico do sindicato entrou com ação na Vara do Trabalho de São Sebastião para reverter a situação.

O direito ao benefício havia sido conquistado em 2010, depois de constatado que diversos trabalhadores sentiam mal-estar devido à falta de alimentação durante o período da manhã. Estudos comprovaram que as ocorrências aconteciam entre 10h e 11h30. Com a correria do dia a dia, muitos trabalhadores deixavam de se alimentar adequadamente em casa e acabavam fazendo sua primeira refeição na hora do almoço. Assim que o café da manhã foi implantado, os problemas diminuíram e houve um indiscutível ganho de rendimento na produção.

A retirada do desjejum foi uma decisão unilateral da Petrobrás, que não debateu com os trabalhadores, sindicato ou com base em estudos técnicos sobre o impacto que a medida teria para a produção. Ao retirar um direito conquistado pela categoria, simplesmente para diminuir custos para a empresa, a Petrobrás comprou briga com a força de trabalho, que não se rendeu ao assédio da gerência.

Em tempos de ataque seguidos contra os direitos do trabalhador e prestes a entrarmos no período de acordo coletivo dos petroleiros, a vitória dos trabalhadores do Tebar é uma importante conquista para toda a categoria.

Seguimos na luta!

Fonte: Sindipetro-LP

Tags tebar desjejum petroleiros

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