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Furacão Temer provoca destruição e pobreza no Brasil

Popularidade de Michel Temer cai, mas, suas manobras continuam perigosas. Campanha “EU NÃO VENDO MEU PAÍS” reúne trabalhadores de diversas categorias a fim de ampliar a discussão em defesa das riquezas do país

Por Por Vanessa Ramos, jornalista da FNP | 12/09/2017
Furacão Temer provoca destruição e pobreza no Brasil

O deputado federal Glauber Braga (Psol-RJ) promoveu na tarde de segunda-feira (11) o lançamento da campanha “EU NÃO VENDO MEU PAÍS”, na sede do Sindipetro-RJ. Uma iniciativa que visa unir a sociedade em torno da defesa dos bens, empresas e servidores públicos.

O motivo da coletiva de imprensa, segundo Glauber, era mostrar o que está sendo feito com as empresas estatais brasileiras neste momento, sob o comando do Governo de Michel Temer: o maior leilão de empresas e bens do Estado da história do Brasil.

“Precisamos fortalecer uma mobilização para este dia 13 (amanhã), pois nesta data será realizado um ato no auditório Nereu Ramos, no Congresso Nacional, contra os desmonte das estatais e do Estado brasileiro. Neste evento será discutida uma estratégia parlamentar para barrar esse processo, que contará com a presença de algumas entidades que estão aqui presentes” – disse Glauber Braga, na abertura de apresentação da campanha.

Durante a coletiva de imprensa, as intervenções feitas contextualizaram o futuro próximo do Brasil, com as manobras realizadas por Temer, que pretendem transformar o país mais dependente da exploração e da exportação de produtos primários, além de provocar a desindustrialização nacional, uma crescente precarização do emprego e uma concentração de riqueza ainda mais profunda.

“Estamos sofrendo o maior processo de privatização na maior empresa do país que é a Petrobrás. A cada três dias chegam aqui em nossa comunicação artigos com informes sobre a venda de ativos da empresa. São subsidiárias de gás, gasodutos, refinarias, entre os segmentos em que a Petrobrás opera em prol do desenvolvimento do Brasil”, afirmou Eduardo Henrique, da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e do Sindipetro-RJ.

Para Natália Russo, diretora da FNP e do sindipetro-RJ, as grandes vítimas desse processo perverso são os trabalhadores e trabalhadoras. “Isso é uma covardia, pois não fazemos essa gestão da corrupção nas empresas. Precisamos focar a causa que nos une, só assim poderemos ter a maioria da população ao lado da nossa luta, precisamos coordenar nossas ações com muito protagonismo na hora errada. O que está em risco é a soberania energética do Brasil, isso envolve riquezas como Amazônia, Petrobrás e água”.

Estavam presentes petroleiros, representantes de entidades como SISEJUFE, Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios , CSP Conlutas,  Auditoria da Dívida Cidadã, AFBNDES, Sindicato dos Trabalhadores da Casa da Moeda, Base de Funcionários Furnas, Sindicato dos Trabalhadores em Pesquisa Agropecuária do Rio de Janeiro, Sindicato dos Trabalhadores em Saneamento de Niterói, entre outras.

Tags privatização lesa-pátria brasil

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